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QUANDO “ELES” GANHAM VOZ: uma análise da representação da umbanda e do candomblé em mídia impressa

Dissertação - Mídia Impressa e Religião
Josimery Aparecida Nogueira

RESUMO

A pesquisa em representação de atores sociais tem se concentrado na investigação do modo como os participantes são incluídos ou excluídos nos discursos midiáticos, jurídicos, políticos, entre outros. Este trabalho aborda a representação das religiões afro-brasileiras umbanda e candomblé na mídia. O estudo consiste em uma análise do modo como os atores sociais umbanda e candomblé – que participam nos discursos a respeito da história do negro no Brasil, em especial sobre a sua religiosidade – estão representados nos fascículos três e nove, publicados pela revista Caros Amigos. A perspectiva aqui assumida é a proposta de Theo van Leeuwen (1996), de base hallidayana, pela aplicação do inventário das categorias sociossemânticas na representação dos atores sociais. A Linguística de Corpus também foi utilizada como um suporte para o tratamento do objeto de análise – que foi preparado e sistematizado para uma posterior manipulação com o programa WordSmith Tools® – em termos quantitativos. O material analisado constitui-se de reportagens, entrevistas, entrevista perfil, relatos de representantes, sujeitos conhecedores da religião, que irão falar sobre a crença que faz parte do ritual religioso do candomblé e da umbanda. Os resultados da análise apontam que os discursos relacionados à umbanda apresentam um espaço de (re)construção positiva para essa religião. Já os discursos a respeito do candomblé tiveram sua representação mais desfavorável do que a da umbanda. Registrou-se que as escolhas dos itens lexicais, presentes nos discursos do candomblé, velaram as questões históricas, sociais e culturais que permeiam o seu universo religioso. Para afirmar que os fascículos da revista Caros Amigos cumpriram seu papel social dando “voz” ao candomblé, seria necessário aparecer uma ocorrência maior de participação dessa religiosidade nesse veículo midiático. Essa pouca ocorrência comprova que tal religião, no âmbito cultural, é estigmatizada e criticada por outros grupos 7 sociais, e que os fascículos estão reproduzindo essa realidade social. Mas diante de um quadro de injustiça, luta e preconceito social, religioso e racial, de desvalorização da cultura negra, esses fascículos apontam para o início de um assunto em nossa sociedade que ficou por muitas décadas relegado a segundo plano.

Leia a dissertação  <<<QUANDO “ELES” GANHAM VOZ: uma análise da representação da umbanda e do candomblé em mídia impressa>>> por Josimery Aparecida Nogueira ou baixe diretamente no site do Programa de Pós-Graduação em Teoria Literária e Crítica da Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

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